Enquanto o mundo celebra o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a ONU lança luz sobre uma tragédia insuportável: 85 mil mulheres e meninas foram assassinadas globalmente em 2023. Uma mulher ou menina foi morta a cada 10 minutos pelo próprio parceiro ou por um familiar. O lar está longe de ser um lugar de segurança e continua a ser o cenário mais perigoso para elas.
Um relatório devastador, fruto de um trabalho conjunto da Agência da ONU para Mulheres (ONU Mulheres) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), traz à tona uma realidade que não pode mais ser ignorada. As cifras são alarmantes: milhares de mulheres têm suas vidas ceifadas por aqueles que deveriam assisti-las. Em pleno século XXI, é inaceitável que o espaço doméstico, símbolo de afeto e acolhimento, seja palco de tamanha brutalidade.
UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA
Esses dados confirmam aquilo que organizações feministas, ativistas e especialistas vêm denunciando há décadas: a violência contra as mulheres é uma pandemia que ultrapassa fronteiras, classes sociais e culturas. Como é possível que uma mulher seja morta a cada 10 minutos, em um mundo que se diz civilizado e comprometido com os direitos humanos?
Os números são mais do que estatísticas. Cada vítima tem uma história, sonhos e uma vida que foi cruelmente interrompida. Elas são mães, filhas, irmãs, amigas. Elas são humanas. E, no entanto, continuarão a ser tratados como números em relatórios que escandalizam, mas não geram mudanças concretas e urgentes.