A divulgação, no sábado, de um novo vídeo do Hamas mostrando o refém israelita Evyatar David, visivelmente debilitado e aparentemente detido num túnel, provocou uma onda de indignação entre líderes europeus e israelitas.
O vídeo, intitulado “Eles comem o que nós comemos”, alterna imagens do refém, que não era visto desde fevereiro, com crianças subnutridas em Gaza e imagens do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, foi um dos mais incisivos, denunciando a “crueldade abjeta” do Hamas e classificando como “imagens intoleráveis” a exibição dos reféns israelitas em Gaza. Já Netanyahu reagiu comparando diretamente a estratégia de propaganda do grupo aos “crimes nazis”.
Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros condenou o que chamou de “manipulação cruel do sofrimento” e exigiu “ a libertação imediata e sem condições de todos os reféns detidos pelo Hamas”.
O vídeo faz parte de uma série recente divulgada pelo Hamas com o objetivo de pressionar o governo israelita, ao mostrar o estado de saúde de reféns capturados durante os ataques de 7 de outubro de 2023. Organizações humanitárias e líderes ocidentais têm acusado o grupo islamita de utilizar civis como instrumento de chantagem e propaganda.
“É nosso dever político e moral não tolerar a instrumentalização da dor e da vida de inocentes”, reforçou Macron numa declaração oficial.
Enquanto isso, familiares dos reféns continuam a apelar por maior envolvimento internacional e pela intervenção urgente da Cruz Vermelha para garantir condições mínimas de sobrevivência.