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Cristãos cada vez mais perseguidos: um olhar sobre os relatos mais recentes no mundo

Escalada preocupante
De acordo com a World Watch List 2025, 4.476 cristãos foram assassinados no último ano por causa da sua fé. O relatório também registra o aumento de prisões arbitrárias, sequestros e ataques a igrejas. A Coreia do Norte permanece no topo da lista dos países mais perigosos para cristãos, seguida por Somália, Iémen e Líbia.

Um levantamento recente da organização Open Doors revela que mais de 380 milhões de cristãos enfrentam perseguição no mundo, com milhares mortos apenas no último ano. Do Médio Oriente à África, a liberdade religiosa vive um dos períodos mais críticos das últimas décadas.

África no foco da violência
O epicentro da perseguição mudou: antes concentrada no Médio Oriente, agora alastra-se para a África Subsaariana. Moçambique, especialmente a província de Cabo Delgado, vive um cenário de terror, com ataques de grupos jihadistas a aldeias predominantemente cristãs.

E o cenário mais recente ilustra a gravidade: em 27 de julho de 2025, militantes islâmicos do grupo ADF, associado ao Estado Islâmico, invadiram uma vigília noturna na Igreja de Saint Anuarite, em Komanda, na República Democrática do Congo. Entre 43 e 50 cristãos foram mortos, incluindo 19 mulheres, 15 homens e nove crianças, enquanto oravam. O massacre chocou a comunidade internacional e expôs o preço altíssimo pago por muitos para manter a fé.

Vozes no terreno
“Não é apenas uma questão de religião, é também de poder e controlo territorial”, explica um porta-voz da Ajuda à Igreja que Sofre. “Os cristãos tornam-se alvo porque são vistos como obstáculos ao domínio desses grupos.”
Enquanto governos e organizações humanitárias pedem mais proteção, especialistas alertam que a omissão internacional poderá custar milhares de vidas nos próximos anos.