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Sangue no santuário: ataques a cristãos voltam a chocar o leste do Congo

Pelo menos 40 fiéis foram mortos no fim de julho dentro de uma igreja cristã em Komanda, na província de Ituri, segundo a Human Rights Watch. Nas semanas seguintes, o terror avançou para Kivu do Norte: entre 9 e 16 de agosto, a missão da ONU no país contabilizou ao menos 52 civis assassinados em ataques atribuídos ao ADF, grupo armado aliado ao Estado Islâmico. Três dias atrás, novas incursões deixaram pelo menos 30 mortos e mais de 100 sequestrados na zona de Bapere, segundo autoridades locais. A região vive um ciclo de violência que combina a ação de múltiplos grupos armados, deslocamentos massivos e ataques deliberados contra locais de culto.

E diante de tudo isso, o silêncio ensurdece. Enquanto dezenas de cristãos são massacrados em suas igrejas, vilas inteiras são queimadas e famílias destroçadas, as grandes redes de televisão mal noticiam. O drama do Congo, assim como tantas outras perseguições religiosas ao redor do mundo, parece não merecer os holofotes da mídia global.

Como pode a humanidade se mobilizar com rapidez para tantas causas, e virar o rosto quando fiéis são executados dentro de templos? Como aceitar que a morte de homens, mulheres e crianças pela simples escolha de sua fé passe despercebida no noticiário internacional? A dor da igreja perseguida é real, a perseguição é brutal e a indiferença é inaceitável. Talvez o maior escândalo não seja apenas o número de mortos… mas a frieza com que o mundo tem assistido massacres como esse.