Na semana passada, diversas cidades registraram temperaturas superiores a 40ºC devido ao ar quente proveniente do Norte da África. Em Chipre e na Grécia, as ondas de calor resultaram em várias mortes, enquanto a Turquia enfrenta incêndios florestais com temperaturas novamente ultrapassando os 40ºC.
Meteorologistas alertam que esta onda de calor pode ser um prenúncio do que está por vir neste verão, prevendo que este evento “ficará na história”. Uma análise da Climate Central, organização sem fins lucrativos, aponta que o calor extremo se tornou cinco vezes mais provável devido às mudanças climáticas, afetando pelo menos 290 milhões de pessoas com condições de calor incomuns.
A Europa é o continente que mais rapidamente se aquece, de acordo com o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S) da União Europeia, que também prevê temperaturas acima da média para julho, agosto e setembro.
Esses períodos de calor extremo têm um impacto significativo na saúde. Um relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial e do C3S, publicado no início deste ano, revelou que, nos últimos 20 anos, as mortes relacionadas às ondas de calor aumentaram 30% na Europa.