As Ilhas Canárias estão no centro de uma crise humanitária e política sem precedentes, acolhendo cerca de seis mil menores que chegaram sozinhos em embarcações precárias vindas de África. Este número é três vezes superior à capacidade instalada para acolher apenas dois mil menores, segundo o governo regional.
Desde o ano passado, as Canárias têm enfrentado um aumento dramático nas chegadas de migrantes em embarcações frágeis, conhecidas como ‘pateras’. As autoridades das ilhas clamam por ajuda urgente do resto da Espanha, destacando que, dada a vasta extensão do país, seria facilmente viável distribuir a responsabilidade de acolhimento e proteção dessas crianças e adolescentes.
A situação já alarmante deve se agravar significativamente com o fim do verão, período em que, tradicionalmente, aumenta o número de ‘pateras’. As organizações não governamentais e o governo regional alertam para um cenário catastrófico se medidas imediatas não forem tomadas.