O sismo de magnitude 5,3 que abalou Portugal nesta segunda-feira pegou os especialistas de surpresa, ao ocorrer numa região tradicionalmente pouco associada à atividade sísmica significativa. Rui Moura, geofísico e professor do Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro, afirmou que o fenómeno não era esperado, considerando as características geológicas da área
Segundo Moura, é mais comum que sismos de maior magnitude ocorram em regiões situadas mais ao sul, particularmente a sudoeste da Ponta de Sagres e ao longo de toda a costa sul do Algarve. Estas áreas são conhecidas pela sua atividade sísmica mais frequente e intensa devido ao contacto entre a placa tectónica núbia, que compõe a placa africana, e a placa euroasiática. Foi nesta região que se originaram os devastadores sismos de 1755, que destruiu Lisboa, e o de 196
Este episódio serve como um alerta para a constante imprevisibilidade dos fenómenos sísmicos e reforça a importância da preparação e do monitoramento contínuo, especialmente nas áreas com histórico de alta sismicidade.